Born a Lion vão agitar Galiza…Filme dos Tédio Boys também vai na bagagem
BORN A LION (Leiria -PT) + SAMESUGAS (Compostela - GZ)*
*26/03/2010 - 22:30 - Sala Le Club - Corunha*
*Entrada: 6EUR*
*BORN A LION (Leiria -PT) + METRALLETAS LECHERAS (Milhadoiro - GZ)*
*27/03/2010 - 22:30 - Sala Moon - Compostela*
*Entrada: 6EUR*
É a próxima digressão organizada pela Audiência Zero. Os Born a Lion são a aposta que se
segue na direcção da Galiza para duas datas a 26 e 27 de Março, primeiro na Corunha e
depois em Santiago de Compostela. Na Corunha, no Bar Le Club, o blues espesso e potente
do grupo da Marinha Grande, que herdou nome de um dos melhores albuns de Danko Jones,
associa a cada seu concerto uma imagem de pujança arrebatadora que evidencia a clara
inspiração em lendas do hard-rock e rock'n'roll dos setentas... como Black Sabbath,
Motorhead, Led Zeppelin ou MC5. Em formato trio, os Born a Lion são de uma carga
explosiva em cima do palco. Uma guitarra e um baixo acompanham o baterista/vocalista da
banda. Na Corunha, a companhia dos Born a Lion também é de respeito e só é recomendada a
ouvidos resistentes.
Os galegos Samesugas, grupo referência do projecto do Eixo Norte-Galiza, são já uma
instituição do punk/hardcore espanhol face à longa carreira que levam e aos concertos
furiosos e brutais que oferecem.
Em Compostela com os Born a Lion dividem palco os Metralletas Lecheras, um trio que conta
com o ex-Jimenez del Oso e Iribarnes Rafa Anido e o ex-Phantom Keys Zé Pequeno, dois
virtuosos, curiosos e dinâmicos músicos galegos, que apostam no punk e no rock
experimental, à base de muito ruído.
http://www.myspace.com/bornalionband
http://www.myspace.com/samesugas
http://www.myspace.com/metralletaslecheras
http://www.audienciazero.org/
http://www.myspace.com/lixourbano
Black Bombaim falam à Audiência Zero do novo lançamento ‘Saturdays and Space Travels’
É já esta sexta-feira, dia 19, que os Black Bombaim vão fazer a festa de apresentação do primeiro álbum longa duração, em formato vinil. Em Lisboa na Galeria Zé dos Bois. Depois de se ter reinventado e ter construído uma identidade única no panorama rock nacional, o trio de Barcelos já voa e passeia noutras galáxias sonoras, levado por delírios psicadélicos e contundência stoner. A combinação instrumental é de tal forma explosiva que fura tímpanos e semeia o caos. Da cave para os festivais, os Black Bombaim podem habitar em qualquer espaço e daí partir numa direcção desconhecida, em alta aceleração e em volume brutal, capaz de pôr em alvoroço, qual tempestade de areia, o mais recôndito deserto. Para quem vê, não há conforto ou distanciamento, é adrenalina pura a correr no sangue, petrificação absoluta em forma de encanto visual e um número indeterminável de pastilhas engolidas compulsivamente, agitadoras e potenciadoras de elevarem a mente a andamentos vertiginosos e suscitarem visões áridas. Os Black Bombaim não deixam ninguém indiferente, sem rendilhados oferecem poucas músicas mas matam a sede do público num instante, fazendo uso de malhas agressivas disparadas sem quebra de fôlego e uma bateria atacada com máxima destreza. ‘Saturdays and Space Travels’ é o nome do trabalho do Black Bombaim com uma capa de fazer inveja a inúmeros grupos que já conquistaram o estrelato. Mérito da banda de Barcelos que, fruto dos seus concertos brutais, puros, impactantes para a vista,violentos para o ouvido, tem espalhado competência e um brilho resplandecente nas primeiras partes de grupos como Brant Bjork, Radio Moscow ou Karma to Burn. A tentar tocar na alta roda «heavy metal instrumental psicadélico», segundo definição dos próprios para os territórios sonoros nos quais se movem, os Black Bombaim viram Nat Damm (colaboradorde Comets on Fire, Melvins ou Mono) aceder ao desenho deste disco, que tem distribuição limitada de 300 exemplares. Dois lados, duas músicas, cada uma de intensos e cheios 20 minutos. No Porto, a apresentação está agendada para o Passos Manuel a 9 de Abril, mês que também irá proporcionar nova visita à Galiza na companhia dos amigos e conterrâneos ALTO!. O baixista Tojo Rodrigues, regressado de uma passagem pela Hungria, aceitou o desafio de desfiar a carreira dos Black Bombaim e partilhar algumas das melhores experiências deste trajecto incrivelmente ascendente, que se abre a outros mundos. Senra, na bateria, e Ricardo, na guitarra, fecham o grupo.
SENDO A VOSSA EVOLUÇÃO UMA DAS COISAS MAIS ESPANTOSAS...QUE DISCO É ESTE QUE VOCÊS APRESENTAM AGORA? OLHANDO À CAPA, A COISA PROMETE...
Este disco é a tentativa de mostrar ao ouvinte a experiência de um concerto de Black Bombaim ao vivo, no conforto do seu lar. Um disco gravado em directo, sem grandes arranjos de produção, tentando mesmo recriar aquilo que fazemos ao vivo. A capa é um excelente trabalho do Nat Damm. Quando entramos em contacto com ele, demos-lhe total liberdade para criar o artwork, apenas lhe enviamos o disco, deixando-o trabalhar apenas com essa inspiração.E achamos que capturou o espírito do disco na perfeição.Vemos a nossa evolução como um processo completamente natural, já que quando Black Bombaim começou mal sabíamos tocar os nossos intrumentos, foi algo que a experiência nos trouxe.
ATÉ ESTA COESÃO FOI MUITA ESTRADA...QUEM VOS VIU NO INÍCIO E VÊ AGORA FICA ASSOMBRADO COM O PRODUTO QUE ESTÁ AÍ...FOI COM ESTE CAMINHO QUE SEMPRE SONHARAM?
Sim, o que mais gostamos de fazer é tocar ao vivo, e do modo que tudo nos tem corrido, não podemos deixar de estar contentes com o resultado de todo o nosso trabalho ao longo destes poucos anos. Temos tocado muito ao vivo, e o plano será continuar a fazê-lo.
É PRATICAMENTE CONSENSUAL A ADMIRAÇÃO DE TODOS AQUELES QUE TÊM OPORTUNIDADE DE VER OS BLACK BOMBAIM NO PALCO. AS BOAS CRÍTICAS TÊM SIDO CONSTANTES. DE QUE MODO ISSO TEM SIDO ESTIMULANTE NO PROCESSO CRIATIVO?
Sem dúvida, a boa recepção que temos tido é motivação para criar coisas novas e continuar a tocar ao vivo. Além da necessidade de estarmos satisfeitos com o nosso próprio trabalho, é muito importante o feedback de quem nos ouve e vê.
POR FALAR NISSO COMO É QUE VOCES TRABALHAM A PARTE DA CONSTRUÇÃO...UM CONCERTO DOS BLACK BOMBAIM É ENGOLIDO NUM SÓ TRAGO, EM MÚSICAS LONGAS, DURAS, VIOLENTAS. SAI-SE DA SALA LITERALMENTE ATURDIDO, ESGOTADO, SURDO. UM DIRECTO E DUAS OU TRÊS MÚSICAS DE VINTE MINUTOS...PARA ARREBENTAR PAREDES E APARELHOS AUDITIVOS...SENTEM ESSE EFEITO POR CADA ACTUAÇÃO?
A parte da construção dos temas sai muito naturalmente, basicamente nos ensaios criamos um riff e improvisamos a partir daí. Se gostarmos do resultado, tentamos arranjar forma de colocar esse trecho no alinhamento que já temos, mas sempre interligado, de forma a resultar num “set” contínuo, vendo o concerto até como apenas uma música.
ONDE VÃO BUSCAR ESSE ENERGIA E TODA EXPLOSÃO SÓNICA? AS DROGAS TÊM DADO ALGUMA LUZ A ISTO TUDO?
Talvez.
DO STONER AO PSICADÉLICO, COMO É QUE VOCÊS SE GOSTAM MAIS DE DEFINIR?
Black Bombaim, heavy rock psicadélico instrumental de Barcelos.
E ESSA EXPERIÊNCIA DE DIVISÃO DE PALCO COM TANTO GRUPO EMBLEMÁTICO DO GÉNERO STONER, DA CORRENTE PSICADÉLICA, CASOS DE BRANT BJORK, RADIO MOSCOW, KARMA TO BURN OU WHITE HILLS, O QUE TEM SIGNIFICADO? EM ALGUMAS SITUAÇÕES, ATÉ PARECE HAVER ROUBO DE PROTAGONISMO?
Roubo de protagonismo parece um pouco exagerado, mas a verdade é que o público que não nos conhece fica admirado com os concertos que damos. Como tocamos com bandas do mesmo estilo musical, é sempre público que depois de nos ver, sempre que pode, acompanha-nos ao vivo a partir desse primeiro contacto.
DA CENA BARCELENSE AO TRIUNFO NACIONAL, PORTUGAL JÁ PARECE HOJE ESPAÇO CURTO PARA TAMANHA DESENVOLTURA. AS PORTAS NO ESTRANGEIRO TENDEM A ABRIR-SE?
Sim, apesar de Portugal ter um público crescente para o estilo que praticamos, sabemos que esse público é muito maior em determinados países. O objectivo é tentar também passar por esses palcos para uma maior rodagem e o contacto com pessoas diferentes, e dentro do movimento.
E ESPANHA...GALIZA...SEMPRE EM MENTE...O NOVO DISCO VAI CHEGAR LÁ. DEPOIS DE IDAS ANTERIORES, QUE RESPOSTA ESPERAM DO PÚBLICO GALEGO?
O público galego é público que se gosta de divertir e adoramos isso. Além de aderirem bem aos concertos, também gostam de apoiar a banda e comprar discos.
E MUITOS CONCERTOS DAQUI PARA A FRENTE...APRESENTAÇÕES DO DISCO EM PORTO E LISBOA...QUAL É O ESPÍRITO DA DIGRESSÃO?
O espírito é tentar rodar o maior número de palcos possíveis, mostrar a nossa música a pessoas que não a conheçam. Mas acima de tudo, passar bons momentos a fazer aquilo que mais gostamos.
NOTA: AUDIÇÃO DOS BLACK BOMBAIM RECOMENDADA EM WWW.MYSPACE.COM/BLACKBOMBAIM
Braga Jazz a partir de 6 Março
A décima primeira edição do Braga Jazz inicia esta semana, já a partir de quarta-feira (dia 4 de Março), prolongando-se até 13 de Março. Um ciclo de vários concertos capaz de fazer as delícias de qualquer apreciador de Jazz vai voltar a ocupar o distinto Grande Auditório do Theatro Circo. A portuguesa Maria João é quem tem a cargo o espectáculo inaugural (4). Seguem-se no cartaz actuações de Jerry Bergonzi Trio (Estados Unidos) no dia 5 e Cláudia Quintet (Estados Unidos) a 6. O Braga Jazz ocupa dois fins-de-semana da programação do prestigiado Theatro Circo. Na segunda semana passam por Braga Heloísa Fernandes Trio (Brasil) a 12 de Março e Jamie Baum Septet (Estados Unidos) a 13.



