Eixo Norte-Galiza

9May/100

Festival de Cans sempre a celebrar o agro-glamour

O mais singular, fotogénico e agroglamoroso festival do mundo chega à Galiza pelo sétimo ano consecutivo. Pertinho de Portugal, na aldeia de Cans povoada por cerca de 300 habitantes, concelho de Porrino. É entre 19 e 22 de de Maio que decorre esta verdadeira maravilha do cinema, transposta para o meio rural com exibições de curtas-metragens em locais nada convencionais, tais como alpendres, adegas e casas dos vizinhos do festival. Um certame único e um cenário fascinante, de culto e prazer total. Com várias categorias a concurso no género das curtas-metragens (ficção, animação e video-clips), a sétima edição de Cans dedica atenção a Portugal, fazendo um apanhado das melhores curtas que passaram pelo último Festival de Curtas de Vila do Conde. O festival de Cans faz-se de acesso gratuito e os meios de transporte não podiam ser mais pitorescos, pequenos tractores oferecidos pelos vizinhos, denominados 'Chimpibuses', veículos que levam o público ao encontro de um conjunto propostas irrecusáveis, que levam o espectador a desfrutar literalmente de cinema no campo. A música entra em força pela pequena aldeia do concelho de Porrino, este ano com concertos de Sr. Anido, Santos Morcegos, Los Chavales ou dj set do ourensano Constan Chao, presença habitual em muitos festivais europeus relacionados com os sessentas. E é no plano musical que se podem registar novidades catitas e atractivas, tais como a secção Rock'n'Road (concertos no meio da estrada) e Unplugged Jaliñero (concertos de pequeno formato num poleiro). E com todo o aparato, ainda haverá um passeio de fama intitulado 'Hollywood Boulevard', a estrear por Luis Tosar e Ernesto Chao, notas de um Festival de Cans, que decorre em simultâneo com o excelso Festival de Cannes. Quanto à programação há duas estreias mundiais: o documentário 'El Mono Paco' e o primeiros grelos-western da história 'Naipe de Sangue'.

mais informação em http://www.festivaldecans.com/festival2/index.php

8May/100

Audiência Zero apresenta Filhos do Tédio no dia 14

Após ter levado o documentário a Compostela, a Audiência Zero irá, agora, aproveitar para fazer uma primeira apresentação de Filhos do Tédio no Porto, e, em concreto, nas suas instalações sedeadas em São Mamede de Infesta. Oportunidade para sócios e amigos do projecto conhecerem o novo centro de operações da associação e desfrutarem da primeira sessão de cinema no espaço. A exibição do filme está marcada para sexta-feira, dia 14, às 22 horas.
Filhos do Tédio, é documentário de Rodrigo Lacerda e Rita Alcaire, que ilustra a carreira dos Tédio Boys (Toni Fortuna, Paulo Furtado, Vítor Torpedo, Kaló, todos em discurso directo), nada mais nada menos que a mais infuente banda de sempre no psychobilly português e que é génese de projectos actuais como Wraygunn, Legendary Tiger Man, D3ö, Bunnyranch, Tiguana Bibles, ou outros já extintos como Parkinsons ou Blood Safari. Os seus concertos explosivos, o tardio reconhecimento em Portugal, a descoberta da América, as amizades famosas e um turbilhão de histórias inesquecíveis...fazem dos Tédio Boys um caso único na música portuguesa.

22Mar/100

Play-Doc premiou duas longas-metragens

A sexta edição do Play-Doc - Festival Internacional de Documentários de Tui - chegou ao fim, deixando novamente bem estampado o sucesso da organização. O festival chamou ao longo de cinco dias mais de sete mil pessoas, que puderam presenciar e comprovar a vitalidade do género documental. É também o momento grande para a cidade de Tui, invadida por cinéfilos de todos o mundo, que ajudam a criar uma bonita atmosfera entre o Teatro Area Panoramica, que acolhe as exibições da totalidade dos filmes e a Sala Metropol, que se coloca a jeito da dinamização das actividades paralelas,casos dos concertos. No que toca a distinções, a edição 2010 atribuiu prémio máximo a duas longas metragens:  “Sweetgrass” um co-produção inglesa, francesa e americana, de Ilisa Barbash e Lucien Castaig-Taylor e “Sanya e Pardal”, do russo Andrey Gryazev. Alvo de uma retrospectiva, Jay Rosenblatt, viu “La oscuridad del día” triunfar como melhor curta-metragem. Já o filme “Tanyaradzwa”, de Alberte Pagán, foi considerado o melhor documentário galego. Conhecedor do Play-Doc, embora sem presença este ano, a Audiência Zero dá os sinceros parabéns a Angel Sanchez e Sara Garcia, os seus directores, pelo impacto do festival na comunidade e pelo papel extremamente meritório na projecção da arte documental.

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8Mar/100

Fantas pôs Invicta a ferver…recebendo mais de 42 mil espectadores

Heartless, Fish Tank e Thirst foram os filmes galardoados com as principais distinções do 30º Fantasporto - Festival Internacional de Cinema Fantástico do Porto - alimentado por muito e bom cinema ao longo de duas semanas, produções de todo o mundo entre novidades, reposições e retrospectivas, que foram a razão principal de mais uma notável média de espectadores. Pelo Grande e Pequeno Auditório do Rivoli terão passado mais de 42 mil pessoas, número partilhado por Mário Dorminsky na cerimónia de encerramento, ao que seguiram os prémios - que tiveram como protagonista o simpático Phillip Ridley, realizador inglês do multipremiado Heartless - e a exibição do filme 'The Crazies'. Pela noite dentro rolou o Baile dos Vampiros, uma festa mediática mas este ano pouca concorrida e minoritariamente mascarada. As propostas de dj set estiveram longe do nível de outros anos e essa terá sido a causa da escassa afluência, ainda para mais num sábado com especial frenesim na noite da Invicta.

Fechado o pano a mais uma edição é justo sublinhar que apesar da subtracção de apoios e da luta constante, por vezes desesperada, com o intuito sensibilizar as entidades competentes a outro tipo de apoio, o Fantas resiste com brilho e aura imensa, sendo de forma indiscutível uma marca de atracção cultural única na cidade, um baluarte de intervenção no campo audiovisual e ainda um festival cheio de vitalidade e coesão interna, entre directores, colaboradores e voluntariado. As mesmas caras, a mesma boa disposição e toda a informação necessária em circulação. Os 30 anos do Fantas foram celebrados em comunhão com outros ícones da cidade, chamados a subir ao palco do Rivoli para tocantes homenagens. Rui Veloso pelos seus trinta anos de carreira e o actor Júlio Cardoso, fundador da Seiva Trupe, a quem foi reconhecida uma louvável dedicação ao Teatro. Estes foram só mais dois a alinhar numa mensagem global, repetida mesmo por interlocutores internacionais. A luta do Fantas por mais apoios, particularmente, por uma maior atenção da Câmara Municipal do Porto e do Governo, foi reproduzida em palavras por diferentes agentes e distintos participantes. Num discurso de maior combate do próprio Mário Dorminsky até aos apontamentos mais circunstanciais de elementos do juri, da Galiza à Bulgária, da pintora russa Ludmila (recado textualmente escrito num papel a fazer lembrar galas mais pomposas) e que também fizeram eco pela voz do realizador inglês Phillip Ridley. Todos juntos, unidos por um festival cada vez mais forte...mais a viver do que a sobreviver.

Revivalista, saudosista, o Fantasporto prossegue vivo, chamativo e terminou com enchente para uma sessão cheia de adrenalina e divertido horror visual. Recente sucesso no Estados Unidos 'The Crazies'foi o filme resguardado para o final, feito com o intuito de homenagear George Romero pelos quarenta anos de 'Night of the Living Dead'. Quanto aos premiados, o Fantas honrou para a posterioridade Phillip Ridley, já vencedor em 1995 com 'The Passion of Darkly Noon'. Desta vez e após longo hiato criativo no que toca ao cinema, privilegiando outras paixões artísticas, o inglês trouxe ao Porto 'Heartless', que arrecadou troféu de Grande Prémio, melhor realizador e melhor actor - Jim Sturgess. Heartless foca os alucínios brutais de um fotógrafo nos subúrbios de Londres, invadido por visões de demónios e tentado a fazer um pacto com o diabo para limpar da cara uma marca de nascença. É a partir daí e com o brilhante surgimento do 'Homem das Armas' que o protagonista passa a ser confrontado com dilemas de personalidade, entrando numa densa histeria paranóica. Na categoria de cinema fantástico a menção honrosa do júri recaiu muito justamente em 'Deliver Us From Evil' da Dinamarca, que conta com um conjunto de interpretações brilhantes e um marcado registo sarcástico à volta de uma história de ódio e xenofobia impregnados numa comunidade. O final é verdadeiramente desconcertante...daqueles para aplaudir com todo o ritual do Fantasporto. Seguramente um dos melhores filmes do festival, assinado pelo dinamarquês Ole Bornedal.

Além do grande vencedor - Ridley subiu três vezes consecutivas ao palco - o Fantasporto 2010 premiou Fish Tank (Andrea Arnold) como Melhor Filme da Semana dos Realizadores e respectivo prémio Manoel de Oliveira e Thirst (Park Chan-Woo) como Melhor Filme da Secção Orient Express. O autor do memorável Oldboy e Simpathy for the Lady Vengeance voltou a surpreender com mais um filme visualmente poderoso e totalmente provocador. Salvo por sangue de vampiro, um padre é subitamente acossado por uma incontrolável sede de sangue ao mesmo tempo que desenvolve uma paixão sem limites por uma companheira de um antigo amigo. Juntos passam a partilhar o mesmo fascínio pela carne humana e é dentro deste romance que assenta o filme, fortalecido por desempenhos altamente vigorosos, por vezes arrepiantes, emoldurados num trabalho genial de fotografia.

Fish Tank foi indiscutivelmente um dos filmes mais apreciados no Fantasporto e acabou por não constituir surpresa a sua eleição como melhor trabalho apresentado na 20ª Semana dos Realizadores. Suportado num notável argumento, Fish Tank dá-nos o retrato cru de uma adolescente ostracizada pelo mundo que a rodeia em plenos subúrbios de Londres.
'Ward Nº6' do russo Karen Shakhnazarov, recebeu o Prémio Especial do Júri na Semana dos Realizadores. Inspirado na literatura de Anton Tchekov, este filme toca pela temática perturbadora, explorada com um certo trato de documentário ficcionado. Um médico psiquiatra, director de um hospício, passa terrivelmente para a pele de paciente. De um realismo assombroso, este filme ganha vida nas suas personagens e não estranha que tenha constituido nomeação russa para os Óscares, encantando, comovendo e acabando até por fazer sorrir.

Focados os principais filmes, houve outros que deixaram marca e saíram devidamente reconhecidos. Caso do francês 'La Horde' um grande caçada de zombies que triunfou como melhor argumento e melhores efeitos especiais,o espanhol 'Hierro' através do desempenho da actriz Elena Amaya ou o extraordinário 'First Squad', película de animação absolutamente esplendorosa, visualmente impactante para os olhos de qualquer espectador e que nos remete para um pouco de história em redor da II Guerra Mundial. Invadida pelos nazis, a Rússia procura contrariar a vitória alemã com um grupo de crianças portadoras de poderes paranormais. Pelo meio surgem relatos reais de testemunhas, que ajudam a credibilizar 'First Squad' como um filme muito interessante e deveras recomendável. Sucesso de bilheteira a par do sul-coreano Thirst foi o espanhol REC2, que também fez as delícias de todos os fãs do horror zombie. O português Embargo, de António Ferreira, fez, por sua vez, esgotar o Pequeno Auditório. Jennifer's Body com a escaldante Megan Fox foi outro dos filmes que deixou patente o entusiasmo da plateia.

Pela negativa, nota para Solomon Kane, um dos filmes mais enfadonhos do festival, mas que convenceu a maioria do público, que o votou como melhor. Pior, só mesmo o italiano Night of the Sinner, tirando a actriz bielorrusa que fez questão de se apresentar no Fantasporto.

Como é habitual,o Fantas prestou a sua homenagem a algumas carreiras, como ao português Luís Galvão Teles, também ele porta-voz de um sentimento de carinho para com o festival. O autor montou uma retrospectiva da sua obra para o Pequeno Auditório do Rivoli e esteve presente na cerimónia de encerramento. O produtor Samuel Hadida (Killing Zoe, True Romance) e o americano Colin Arthur (mestre em efeitos especiais, que trabalhou com Kubrick em '2001, Odisseia no Espaço') foram outras presenças de renome no Porto, devidamente agraciadas.

Quanto a filmes de maior nomeada, ficou na retina o brilhante e humorísticamente refinado 'The Time that Remains' de Elia Suleiman, que esteve em competição em Cannes. O realizador parte das memórias do pai para ilustrar com mestria um retrato da Palestina ocupada, através de uma familia que recusa sair da terra-natal.

1Mar/100

Fantas recebeu a Ministra da Cultura

A passagem do primeiro fim-de-semana trouxe as primeiras enchentes ao Fantasporto, reflexo da sessão oficial de abertura e da exibição de alguns dos filmes mais esperados. Ao acto mais pomposo compareceu a Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, desafiada a responder às queixas tão recorrentes da organização do festival, forçada ano a ano a delicada ginástica orçamental para manter vivo o Fantas e dotá-lo de pujança e prestígio para o futuro. Fazendo uso desse espírito de resistência e persistência, embalado pelo amor e carinho de um Porto cinéfilo, o Fantasporto apresentou-se em 2010 como um distinto trintão mas já a aparentar rugas de aturada luta contra às adversidades. O cartaz, não é novidade para ninguém, está longe de equiparar à força de nomes do passado, acaba por ser pouco ousado em novidades, socorrendo-se das retrospectivas e dos grandes premiados para continuar a merecer olho bem aberto da crítica especializada e dos crónicos espectadores. Destacado como um dos 25 melhores festivais do mundo pela Variety, o Fantas não deixa de fazer grande eco fora de Portugal, sendo perceptível, sobretudo, a invasão espanhola por estes dias à Invicta e aos assentos do Rivoli.

Exemplo flagrante das dificuldades acabou por ser a selecção de Solomon Kane para a gala de abertura, logo em dose dupla, bem dispensável, tratando-se de exercício deveras descartável de aventura/fantasia cheia de clichés, diálogos baratos e desempenhos artificiais. A representação do filme esteve, no entanto, em força no Porto com o realizador Michalle Bassett e o produtor Samuel Hadida, ligado a filmes de culto como True Romance ou Killing Zoe. Da passada sexta-feira o ponto forte assentou mesmo nos discursos oficiais...de Beatriz Pacheco Pereira, Mário Dorminsky, duo que dirige o Fantasporto...e claro da senhora Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, que definiu o evento como produto cultural de elevado e inestimável valor para o sector audiovisual português. Na sua intervenção, fez questão de trazer uma mensagem de esperança quanto ao futuro do festival numa altura em que sobre o mesmo emergem incertezas. Deu corpo às balas, ouviu pelo centralismo cada vez mais gritante e sufocante de Lisboa, e também pela indiferença dada à Cultura em Portugal em termos orçamentais, sem escapar, claro está, às bicadas pelo apoio escasso votado pelo Estado ao Fantasporto. Mas ficou patente uma nota de incentivo para o futuro, transmitida pela simples presença de tamanha figura do Governo e, igualmente, por uma carta deixada pelo deputado Honório Novo (PCP) ao cuidado de Mário Dorminsky, lida no Rivoli. Documento esse, que resumido, revelou o desejo de votar em Assembleia da República uma comparticipação maior do Estado ao Fantas, numa lógica de actividade potenciadora de lucros para a área do Turismo.

Tirando o enfadonho Solomon Kane, houve dinâmica e entretenimento na sessão de abertura, marcada especialmente pelos avanços da robótica, temática tratada e desenvolvida nesta 30ª edição do Fantasporto, através de uma panorâmica cinematográfica e workshops.

Em termos de qualidade da selecção oficial do festival, o sábado devolveu ao Fantas a sua melhor imagem com o francês 'La Horde' e o sul-coreano 'Thirst' a fazerem encher o Grande Auditório do Rivoli e a arrebatarem palmas bem justificadas. O primeiro foi apresentado pelos seus realizadores e levou à tela uma bela e bem humorada caçada de zombies. Quanto a Thirst o cartão de visita já era poderoso, deixou rastilho a muita discussão em Cannes, e estava creditado como mais um filme do imaginário de Park Chan Woon, aclamado pelo sucesso de Oldboy. Debaixo de um enfoque polémico, o realizador transforma um padre num vampiro sedento de sangue e louco pelos prazeres da carne, após participação numa experiência médica em África. Desvario total, personagens exploradas até ao tutano numa viagem salpicada de sangue, mas também repleta de um excelso toque sarcástico ao que pode ser o prazer de matar para saciar o mais louco apetite. Do dia, nota muito positiva para 'First Squad', filme de animação co-produzido entre russos japoneses e canadianos. Arrojado e deslumbrante, este filme alude a uma guerra paralela (de poderes paranormais) entre russos e alemães em plena segunda guerra mundial. E é uma criança apoiada pelos seus amigos que define a história no momento da verdade. 

Já ontem (domingo) a noite fechou com 'Dolan's Cadillac, de Jeff Beesley e protagonizado pelo conhecido Cristian Slater (True Romance). Uma vingança obestinada e meticulosamente arquitectada é o lema deste filme.

CINEMA ESPANHOL EM FORÇA

A segunda semana do Fantasporto vai iniciar hoje com forte presença espanhola e, aliás, muito aguardada. Falámos, essencialmente, de REC 2, sequela que surge apenas um ano passado sobre a exibição de REC, trabalho que nasceu da parceria entre Jaume Balagueró e Paco Plaza. O Grande Auditório do Rivoli receberá a partir das 23h15 mais esta obra-prima do terror que brota a grande escala no país vizinho. Sucesso do último ano em Espanha e seleccionado para a Semana da Crítica do Festival de Cannes, 'Hierro' antecede REC2 e pode ser visto pelas 21h15.

O Fantas chega ao fim a 6 de Março, estando reservada para a sessão de encerramento a exibição de 'The Crazies', que é uma homenagem a George Romero pela 'A Noite dos Mortos Vivos'. Ao longo do dia 7 serão exibidos os vencedores das diversas categorias do festival. O Baile dos Vampiros irá pôr o Sá da Bandeira ao rubro de fantasia, cor e intensidade na noite de 6 com Dj Ride e Dj Zé Pedro entre os protagonistas da festa. Para essa tarde (17 horas) foi também agendado um encontro informal de blogues luso-galaicos, logo após exibição desse sensacional,único, bandeira da Nouvelle Vague 'Pierrot le Fou' de Godard com Jean Paul Belmondo e Anna Karina. Às 15 horas no Grande Auditório do Rivoli.

28Feb/100

Tui ferve com o Play-Doc

O Play-Doc já tem datas traçadas e programação definida para a sexta edição, que chega já em Março. É pertinho de nós (fala um portuense), é brilhante, fascinante, elegante, faz de Tui centro de atenções da Espanha cinéfila e torna o documentário o exercício mais belo de cinema. De 17 a 21 de Março o Play-Doc, sedeado no Teatro Area Panoramica, é porta-estandarte desta cidade galega que sorri para Portugal. O documentário é a essência do festival, visto e tratado a vários níveis. Na secção oficial haverá competição para longas-metragens (China - Desorde, Sérvia- Adeus, como Estás?, Russia - Sanya e Pardal, Suiça - Hasta la Victoria e França/Inglaterra/Estados Unidos - Sweetgrass), curtas e documentários galegos. Mas há muito mais para ver e apreciar no Play-Doc. Pela secção informativa vão passar documentários musicais, um deles uma co-produção Angola/Portugal 'Luanda, A Fábrica da Música' e ainda retrospectivas dos trabalhos do americano Jay Rosenblatt (um mestre do experimentalismo e um precioso executante do exercício do collage, que com 'Darkness of the Day' também marca presença em concurso nas curtas-metragens) e do francês Raymond Depardon (fotógrafo de reconhecido prestígio e um nome gigante do cinema real contemporâneo), que, assim, serão apresentados como estrelas maiores do certame em 2010. Fora de competição, merece relevo a presença em Tui de Christophe Abric (Chryde), que vem oferecer ao público galego uma palestra sobre o projecto que criou na internet - La Blogothéque - na rede desde 2003, que é um denso, inovador e espectacular armazém virtual de vídeos e artigos dedicados à música independente. O salto foi dado com o conceito de promover concertos em locais pouco convencionais como táxis, elevadores, ruas, parques. Dessa experiência já nasceram inúmeros e interessantes video-clips que envolveram bandas como Yo La Tengo ou Arcade Fire.

Falando de música, o Play-Doc tem bem vincada essa tendência. Este ano, há dois concertos para ver na Sala Metropol, interligados com documentários a apresentar no festival. Primeiro, a 19 de Março, os Batida, que juntam elementos de Lisboa e Luanda e apresentam em palco uma estimulante fusão de sons tradicionais com batidas mais electrónicas e urbanas. Em Tui surgem ainda acompanhados de um colectivo de dança. O seu universo pode ser desbravado também pelo aspecto audiovisual em 'Luanda, Fábrica de Música'. Na noite seguinte (20) é a actuação dos The Spinto Band que abre expectativas. Com um novo EP em trânsito para as lojas de discos 'Slim and Slender' estes americanos remetem-nos para o brilho e cor da indie pop, envolvida em influências dos Pavement. Os Spinto Band deram tiro de partida à rubrica Take Away Shows da Blogotéque. Além do requinte e banquete cinematográfico, há ainda exposições para apreciar no Teatro Area Panorâmica, havendo também workshops a acompanharem a evolução da sexta edição do Play-Doc.

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25Feb/100

Fantasporto apresenta Solomon Kane e Thirst

E o Fantasporto está praticamente a chegar ao primeiro fim-de-semana, no qual se concentram alguns dos filmes mais aguardados da trigésima edição. Após alguns dias de aquecimento com algumas das películas clássicas e de culto do festival (Braindead, Tetsuo, Re-Animator ou Tale of Two Sisters) é hora de abrir o pano para a sessão de abertura, uma gala que sempre traz convidados especiais ao Porto e implica um conjunto de intervenções dos responsáveis do certame. 'Solomon Kane' é o filme a quem estão entregues as honras de arranque oficial do Fantas esta sexta-feira (dia 26) em dose dupla no Grande Auditório do Rivoli (20h30 e 23h15). No pequeno auditório, as propostas de sexta-feira também prometem fazer as delícias do espectador tipo do Fantasporto: Colin (21 horas), um filme inglês e infame sobre zombies, orçado em raríssimos 50 euros; Sweet Karma (23h), um filme canadiano que parte do desejo insaciável de vingança de uma mulher sensual; e Tanden (1h15), filme oriental integrado na secção Retro Pink Cinema, melhor compreendido como cinema erótico japonês.

O sábado (27) será dedicado no Pequeno Auditório a retrospectivas (tanto ao cinema francês como ao português Galvão Teles).No Grande Auditório a programação é fortíssima, residindo em Thirst (23h15), novo filme do coreano Park-Chan Wook, realizador de Old Boy, o principal chamamento. Filme que coloca um padre católico na pele de um homem subjugado pelas tentações da carne,luxúria do sexo e fascínio pelo sangue após uma viagem a África. 'Thirst' chega ao Porto já com rótulo de escandaloso pela recepção em Cannes, sendo apresentado logo depois de um esgotante La Horde (21h15), um filme de acção e horror sem cortes. De tarde serão exibidos por esta ordem The Descent:Part 2 (15 horas), First Squad, um dos mais surpreendentes filmes de animação (17 horas) e Loins of Punjabi (19 horas), uma divertida comédia musical com toque de Bollywood.

ESTA NOITE, QUINTA-FEIRA (23 HORAS) - FAUSTO 5.0
Esta noite, o ponto forte do Fantasporto assenta na reposição de Fausto 5.0, um filme espanhol fortemente premiado no festival em 2002 (Grande Prémio e Melhor Actor). Um filme marcante onde o colectivo 'Fura dels Baus' interpreta e adapta para o cinema o mito de Fausto.

22Feb/100

Braindead e Idiots and Angels no arranque do Fantas

Os aperitivos para um grande festival são a partir de hoje postos na mesa. Pelo pequeno e grande auditório do Rivoli vão começar a passar os filmes que marcam a 30ª edição do Fantasporto, que tem abertura oficial na sexta-feira (dia 26). Durante a semana serão já exibidas algumas películas de culto, sempre estimulantes para os espectadores crónicos do certame. Esta segunda-feira (dia 22), o Grande Auditório será palco de uma sessão dupla, a partir das 21h30 com Re-Animator, de Stuar Gordon e o lendário Braindead, um dos filmes de início de carreira de Peter Jackson, ao lado de Bad Taste e Meet the Feebles. Sangue a jorrar e um humor impagável fazem de Braindead uma bandeira do melhor cinema gore. Já no Pequeno Auditório há também para ver uma sessão dupla que fecha o grande premiado do ano passado: Idiots and Angels de Bill Plympton, que é, na verdade, um tremendo exercício de animação.
A abertura oficial do Fantas será feita com Solomon Kane no dia 26 em duas sessões(20h30 e 23h15). Um filme carregado de efeitos efeitos e com um herói solitário de protagonista. Michael Bassett assina a realização e Max von Sydow, prémio carreira do Fantas em 2008, está no elenco.

16Feb/100

Play-Doc carrega no acelerador

De 17 a 21 de Março, no Teatro Area Panoramica (Tui) decorre a sexta edição do Play-Doc, um dos mais importantes, respeitados e valiosos certames de audiovisual em Espanha, sendo um espaço de referência a nível europeu no que toca à promoção da arte documental. O Play-Doc - Festival Internacional de Documentário - tem sede em Tui, cidade fronteiriça que namora com Portugal e que tem nesta altura do ano o seu grande grito de actualidade e cultura com muito estilo à mistura. Uma imagem carregada de cor e uma estética apurada são componentes do Play-Doc desde a sua nascença, parto e crescimento que a Audiência Zero tem feito por acompanhar com minuciosa e curiosa atenção. Enquanto a programação está pendente de uma exibição pública, o site para a edição 2010 já tem lá embutido um convite de boas-vindas do realizador lituano Audrius Stonys, que marcou presença no festival o ano passado como alvo de uma interessante retrospectiva. A programação está por sair mas para os interessados aqui fica disponibilizado o link directo para a página oficial do Play-Doc - http://www.play-doc.com/web2010/indexG.html

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16Feb/100

Inscrições para o FEST até 12 Março

Mais uma edição do FEST que já se abre no horizonte. Como quem ajeita a gravata e prepara o traje de gala para um momento sublime, a organização deste Festival Internacional de Cinema Jovem, o ano passado recuperado por Espinho, em 2010 apontado a Junho (de 20 a 27) direcciona as primeiras coordenadas com a abertura de inscrições. Todos os jovens realizadores até aos 30 anos, podem desde já olhar para o FEST como montra dos seus trabalhos e acelerar o processo de candidatura até 12 de Março. Um formulário está desde já disponível no site do festival. Categorias que vão estar em competição são as de Ficção, Documentário, Experimental, Animação e Video-Musical. Para realizadores sem limite de idade, que desejem apresentar o seu primeiro ou segundo trabalho, existe como recurso a secção Castelo de Prata. Paralelamente ao festival em si, decorrerá pelo segundo ano o Fest Training Ground, que se assume como uma plataforma de convívio e aprendizagem para jovens cineastas ou cinéfilos de todo o mundo.

http://fest.pt/2010/

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