Eixo Norte-Galiza

25Jul/100

Paredes de Coura recebe Specials

 

Os Specials constituem a grande atracção para mais uma edição de Paredes de Coura, que vai realizar-se entre 28 e 31 Julho, debaido de nova organização conjunta entre Ritmos e Everything is New. Quatro noites recheadas de concertos para todos os gostos e planos alternativos sempre bem sugestivos junto ao Rio Tabuão. Paredes de Coura é um festival com especial encanto, um público assíduo, festivo e ruidoso, capaz de responder às várias propostas que vão do palco principal ao palco after hours, passando pelo Jazz na Relva.
O grupo britânico, referência incontornável do ska, aproveitou as influências mod e punk dos finais dos setentas para construir uma identidade própria, que motivou o aparecimento de inúmeros seguidores. Depois de longa paragem voltaram a reunir-se, fazendo de cada concerto uma imensa celebração, especialmente ao ritmo do ska e rocksteady e com temas que estão presos ao ouvido de qualquer apreciador de música, tais como 'A Message to You Rudy' ou 'Ghost Town'. Os Specials, que estão em digressão em honra ao 30º aniversário do seu álbum de estreia, surgem alinhados para a derradeira noite de Coura, que terá fecho absoluto com os Prodigy, uma das máquinas mais potentes da electrónica ao vivo.
Quanto ao restante cartaz de Paredes de Coura - a abertura acontece já quarta-feira - merecem destaque particular na quinta-feira os Gallows, banda punk de Inglaterra ou Eli Paperboy Reed, um senhor do soul de estreia em Portugal com o terceiro álbm longa duração para deliciar a audiência. Na sexta-feira, há um grande nome em cena - Peter Hook - para um tributo a Joy Division, banda da qual foi baixista, seguindo trajecto nos sucessores New Order, isto tudo após a morte trágica de Ian Curtis. Acompanhado de alguns amigos vem a Portugal tocar «Unknown Pleasures», uma das obras-primas da carreira dos Joy Division. Nesta noite são cabeças de cartaz os Klaxons.
Paredes de Coura encerra a 31 de Julho com os já citados Specials e Prodigy, mas antes haverá também oportunidade de ver em acção os Dandy Warhols e uma vez mais os Mão Morta.
Nota ainda para mais um ano do palco Iberosounds, por onde vão passar os portugueses Madame Godard (sexta-feira) e os galegos Triangulo Amor Bizarro (sábado).

16Jul/100

The Fall integrados no Milhões de Festa

Barcelos vai viver emoções fortes e ambiente escaldante na terceira edição do Milhões de Festa. Arrojado, feito para ser de referência, este festival é marcado por uma mudança, ao berço de quem o pensou. A Lovers & Lollypops arregaça mangas para o seu maior evento, concebido para três dias com mais de 60 concertos e dj's em desfile pela zona ribeirinha da cidade, recentemente renovada e harmoniosamente envolvida por espaços verdes, praia fluvial, piscina e campismo. Entre 23, 24 e 25 de Julho vai ter lugar uma ímpar celebração musical, realmente única em Barcelos, que promete contagiar nativos, curiosos, melómanos de todo o Portugal e, quiça, estrangeiros. Depois de Porto e Braga terem acolhido edições anteriores, o Milhões em Festa tem terceiro acto novamente no Minho, numa cidade que tem dado ao país variadíssimos projectos musicais mas persistentemente e constrangedoramente adormecida em termos de pequenas e grandes realizações. Em parceria com a Câmara Municipal de Barcelos, a Lovers & Lollypops tem já fechado o cartaz para 2010 e logo com nomes que suscitam a atenção e interesse de públicos de diferentes quadrantes. Os The Fall do inconfundível Mark Smith estão de regresso a Portugal após passagem relativamente recente pela Casa da Música. Mas há também sons mais pesados, que cruzam o stoner com o metal como os Valient Thor e os Karma To Burn (outros dois regressos), os Electric Wizard, ou outros grupos adeptos de um maior desvario experimental como os Monotonix, ou ainda aragem tropical e electrónica à responsabilidade do espanhol El Guincho. Entre outras atracções destaque para o pop dos Appaloosa e para uma actuação que se espera especial e espacial dos bascos Delorean. A armada portuguesa também será forte em Barcelos com Sizo, ALTO!, Glockenwise, Black Bombaim, Evols, Plus Ultra, Tren Go SOundsystem, Larkin, Aspen, Riding Panico ou Cavalheiro. São, ao todo, três palcos para cada um dos excitantes dias (Piscina, Palco Vice e Palco Milhões). A partir das 15 horas já se entra no modo festivaleiro.

http://www.milhoesdefesta.com/

4Jun/100

Rock en Costa a 12 de Junho

O festival Rock en Costa é um baluarte da actividade musical em Compostela, levando à periferia de Santiago, ao bairro do Castineirinho, toda essa tribo de fãs de música de rock, em várias variantes, que vão do power pop ao rock'n'roll mais acelerado, ou do punk ao hardcore. A nona edição deste certame organizado pela Associação Xurásica vai acontecer a 12 de Junho no Centro Social do Castineirinho, local que assumiu o festival, após terminado o ciclo do campo de festas. Como sempre, ou pelo menos nos anos mais remotos, uma presença portuguesa faz parte do programa. Aclamados por uma passagem pela Galiza ainda este ano, os Born a Lion (Marinha Grande), trio apaixonado pelas sonoridades dos anos 70, estão convocados para tocar no dia 12 de Junho, como prato forte de uma noite que reserva actuações dos Skarmento (punk potente de Lalín), os Foggy Mental Breakdown (surf garage de Vigo) e os Los Chavales (garage/powerpop de Compostela). A entrada é gratuita.

22Apr/100

Musgo e Colectivo Oruga alinham parceria

Os galegos Colectivo Oruga e os portuenses Musgo reeditam uma velha parceria, sinal da amizade e cumplicidade que ficou e perdurou, após concertos organizados pela Audiência Zero. As voltas de ambos os grupos foram muitas, com interregnos, amuderecimentos, desvios de trajectória mas, agora, deram novamente à injecção para se fazerem estrada fora. Prova disso é a data que irá reunir os Musgo e os Colectivo Oruga este sábado, dia 24 Abril no Maus Hábitos. Após paragem superior a um ano, os Musgo reaparecem com gente nova nas fileiras e por debaixo de um novo conceito, que já chegou recentemente ao Mercedes. Mas, acima de tudo, dizem-se capazes de manter ritmos fortes e dancáveis com apoio de algum registo maquinal. Os Colectivo Oruga oferecem ao vivo uma daquelas experiências que não deixa ninguém indiferente, cativa pela mestria, dose criativa e amplitude instrumental. Um duo multi-instrumentista tem apoio de uma notável colecção de imagens, a cargo de Cuco Pino.

16Apr/100

Black Bombaim e Alto! juntos na Galiza

 

Aliança barcelense em mais uma viagem pela Galiza. Os Black Bombaim e os Alto! juntam bagagens, artilharia pesada e unem carrinhas por duas datas conjuntas em Caldas dos Reis (23 Abril, na sala Zona Zero) e Santiago Compostela (24, no Centro Social do Castineirinh0). Estão próximas e já causam expectativa em solo galego, especialmente nos rostos da Associação Xurássica, responsáveis todos os anos pela contratação de grupos portugueses, o que atinge particular relevância por altura do Rock em Costa. Os Black Bombaim já deixaram a semente e estão aí para colher frutos, com um vinil em mãos e um som brutal em directo. O trio psicadélico é referência do stoner em Portugal, tem arrasado por onde passa, com explosões instrumentais, que se prolongam por largos minutos. Já os Alto! preparam-se para uma estreia na Galiza, embora o vocalista e o guitarrista sejam bem conhecidos, especialmente do público de Santiago Compostela, que os viu em acção diversas vezes com os Green Machine. E Alto! não foge muito do conceito espectáculo nem da sonoridade dos Green Machine. É, na sua essência, garage punk altamente dinâmico, histérico, cheio de homenagens que vão de Stooges e Sonics.

7Apr/100

Black Bombaim apresentam disco no Porto

Os Black Bombaim vão apresentar esta sexta-feira (dia 9) no Passos Manuel o seu primeiro trabalho longa duração, em formato vinil. Debaixo da assinatura 'Saturdays and Space Travels', o trio de Barcelos não tem deixado de surpreender e somar pontos no meio alternativo nacional. Os seus concertos são espelho fiel de uma imagem sólida e contundente em palco e da imponência e qualidade do som adquirido com o passar dos anos, que cruza hoje com mestreia o psicadelismo com o stoner. A apresentação do disco no Porto conheceu um adiamento mas concretiza-se, agora, após uma digressão por Espanha. O auditório do Passos Manuel, sala perfeita para exponenciar a dimensão dos Black Bombaim, irá receber o grupo esta sexta-feira num espectáculo altamente aguardado. Sempre em estrada, os Black Bombaim têm mais compromissos em Abril, pelo Minho no fim-de-semana imediato, tocando em Braga e Guimarães. Para 23 e 24 está previsto o regresso à Galiza na companhia dos ALTO! para concertos em Caldas dos Reis,na Zona Zero e na Asociação Xurásica, em Santiago de Compostela.

5Apr/100

Sonics e Dick Dale juntos na Casa da Música este sábado

 

A Casa da Música recebe já sábado dois símbolos vivos e activos com papel eterno na educação musical de jovens grupos de rock'n'roll de todo o mundo. Estreiam-se em Portugal em altura tardia mas muito a tempo de fazerem desfilar um repertório tão sensacional quanto vasto, direitinho aos ouvidos e bocas dos fãs, que por esta altura já garantiram lotação esgotada na Sala 2. Vamos aos nomes...embora já nada haja a esconder. O próximo Clubbing da Casa da Música conta com Sonics e Dick Dale, ambos provenientes dos Estados Unidos com senhores de carreiras absolutamente incríveis e importantes para a história da música. Os Sonics foram praticamente precursores do garage rock com dois lançamentos consecutivos 'Here are the Sonics', em 1965, e 'Boom', em 1966, recheados de temas emblemáticos, tais como 'Psycho', 'Hustler', 'Money', 'Strychnine', 'Have Love Will Travel' ainda hoje entoados em qualquer festival de cariz mais sixties. O garage rock dos Sonics é um verdadeiro safanão na letargia, escaldante, supremo, frenético e contagiante. A idade já não permitirá o mesmo fulgor em palco, mas nem isso resfria expectativas na actuação dos Sonics, que chegam ao Porto com três elementos da formação original.

Dick Dale é outro nome de gabarito incontestável, uma lenda do surf rock, um deus adorado e seguido por muita boa gente que vê nele o mais virtuoso guitarrista de sempre. Tem participações brilhantes em bandas sonoras, tendo deixado marca vincada em Pulp Fiction com 'Miserlou'.
O Clubbing da Casa da Música de Abril conta com outras actividades, mas o acesso à Sala 2 para Sonics e Dick Dale é o que mais abre o apetite. A entrada vale 18 euros e ao que se sabe já está esgotado.

Mas há mais, a noite de especial que é,merece after-party, a cargo de Dj A Boy Named Sue no Plano B. E algumas das tropas ainda se vão concentrar numa jantarada especial nas redondezas da Casa da Música.

2Apr/100

Los Justicieros a 9 de Abril no Armazém do Chá

Desde a zona da Corunha para o Porto e após passagem pelo Freakland Festival, em Ponferrada, os Los Justicieros vão subir ao palco do Armazém do Chá no próximo dia 9 de Abril, em data promovida pela Audiência Zero. Creditados por actuações enérgicas, que combinam a inspiração surf e a atitude psychobilly, variando entre o instrumental e o cantado, os Justicieros exponenciam boas doses de loucura sempre contagiantes para a assistência. Dj Rodas e Dj El Cisco Loco garantem um resto de noite explosivo e grandes lições de garage e rock'n'roll, ainda para mais na véspera da primeira visita de Sonics e Dick Dale a Portugal.

Depois de ter engolido de um só trago todos os discos de Sonics e Link Wray, quatro
alucinados fãs da série B, do spaghetti western e da cerveja mais barata do LIDL
decidiram fundar os Los Justicieros. Desde 2007, após fuga para um lúgubre sótão onde foram submetidos a estranhas experiências genéticas, não mais pararam de tocar entre os piores antros e festivais, bem como em algumas das principais salas do circuito rock'n'roll de toda a Espanha, inclusive partilhando palco com bandas do calibre de Los Straitjackets, Crazy Joe & the Outlaws, The Lyres ou Sonic Surf City. Em 2009 vieram a surpreender com o lançamento de 'iii Waka Wakaaa!!!', o seu flamejante álbum de estreia em formato sete polegadas. E não foi preciso esperar muito mais pelo primeiro longa duração, recentemente apresentado: 'Los Justicieros contra La Araña Blanca' gravado no estúdios do mítico Circo Perrotti, em Gijon e que foi editado por Freeky Dicky Records. É desde já obrigatória uma audição pelo caldo de garage, surf e rock'n'roll que o envolve.

17Mar/100

Black Bombaim falam à Audiência Zero do novo lançamento ‘Saturdays and Space Travels’

É já esta sexta-feira, dia 19, que os Black Bombaim vão fazer a festa de apresentação do primeiro álbum longa duração, em formato vinil. Em Lisboa na Galeria Zé dos Bois. Depois de se ter reinventado e ter construído uma identidade única no panorama rock nacional, o trio de Barcelos já voa e passeia noutras galáxias sonoras, levado por delírios psicadélicos e contundência stoner.  A combinação instrumental é de tal forma explosiva que fura tímpanos e semeia o caos. Da cave para os festivais, os Black Bombaim podem habitar em qualquer espaço e daí partir numa direcção desconhecida, em alta aceleração e em volume brutal, capaz de pôr em alvoroço, qual tempestade de areia, o mais recôndito deserto. Para quem vê, não há conforto ou distanciamento, é adrenalina pura a correr no sangue, petrificação absoluta em forma de encanto visual e um número indeterminável de pastilhas engolidas compulsivamente, agitadoras e potenciadoras de elevarem a mente a andamentos vertiginosos e suscitarem visões áridas. Os Black Bombaim não deixam ninguém indiferente, sem rendilhados oferecem poucas músicas mas matam a sede do público num instante, fazendo uso de malhas agressivas disparadas sem quebra de fôlego e uma bateria atacada com máxima destreza.  ‘Saturdays and Space Travels’ é o nome do trabalho do Black Bombaim com uma capa de fazer inveja a inúmeros grupos que já conquistaram o estrelato. Mérito da banda de Barcelos que, fruto dos seus concertos brutais, puros, impactantes para a vista,violentos para o ouvido, tem espalhado competência e um brilho resplandecente nas primeiras partes de grupos como Brant Bjork, Radio Moscow ou Karma to Burn. A tentar tocar na alta roda «heavy metal instrumental psicadélico», segundo definição dos próprios para os territórios sonoros nos quais se movem, os Black Bombaim viram Nat Damm (colaboradorde Comets on Fire, Melvins ou Mono) aceder ao desenho deste disco, que tem distribuição limitada de 300 exemplares. Dois lados, duas músicas, cada uma de intensos e cheios 20 minutos. No Porto, a apresentação está agendada para o Passos Manuel a 9 de Abril, mês que também irá proporcionar nova visita à Galiza na companhia dos amigos e conterrâneos ALTO!. O baixista Tojo Rodrigues, regressado de uma passagem pela Hungria, aceitou o desafio de desfiar a carreira dos Black Bombaim e partilhar algumas das melhores experiências deste trajecto incrivelmente ascendente, que se abre a outros mundos. Senra, na bateria, e Ricardo, na guitarra, fecham o grupo.

SENDO A VOSSA EVOLUÇÃO UMA DAS COISAS MAIS ESPANTOSAS...QUE DISCO É ESTE QUE VOCÊS APRESENTAM AGORA? OLHANDO À CAPA, A COISA PROMETE...

Este disco é a tentativa de mostrar ao ouvinte a experiência de um concerto de Black Bombaim ao vivo, no conforto do seu lar. Um disco gravado em directo, sem grandes arranjos de produção, tentando mesmo recriar aquilo que fazemos ao vivo. A capa é um excelente trabalho do Nat Damm. Quando entramos em contacto com ele, demos-lhe total liberdade para criar o artwork, apenas lhe enviamos o disco, deixando-o trabalhar apenas com essa inspiração.E achamos que capturou o espírito do disco na perfeição.Vemos a nossa evolução como um processo completamente natural, já que quando Black Bombaim começou mal sabíamos tocar os nossos intrumentos, foi algo que a experiência nos trouxe.

 ATÉ ESTA COESÃO FOI MUITA ESTRADA...QUEM VOS VIU NO INÍCIO E VÊ AGORA FICA ASSOMBRADO COM O PRODUTO QUE ESTÁ AÍ...FOI COM ESTE CAMINHO QUE SEMPRE SONHARAM?

Sim, o que mais gostamos de fazer é tocar ao vivo, e do modo que tudo nos tem corrido, não podemos deixar de estar contentes com o resultado de todo o nosso trabalho ao longo destes poucos anos. Temos tocado muito ao vivo, e o plano será continuar a fazê-lo.

É PRATICAMENTE CONSENSUAL A ADMIRAÇÃO DE TODOS AQUELES QUE TÊM OPORTUNIDADE DE VER OS BLACK BOMBAIM NO PALCO. AS BOAS CRÍTICAS TÊM SIDO CONSTANTES. DE QUE MODO ISSO TEM SIDO ESTIMULANTE NO PROCESSO CRIATIVO?

Sem dúvida, a boa recepção que temos tido é motivação para criar coisas novas e continuar a tocar ao vivo. Além da necessidade de estarmos satisfeitos com o nosso próprio trabalho, é muito importante o feedback de quem nos ouve e vê.                                                      

POR FALAR NISSO COMO É QUE VOCES TRABALHAM A PARTE DA CONSTRUÇÃO...UM CONCERTO DOS BLACK BOMBAIM É ENGOLIDO NUM SÓ TRAGO, EM MÚSICAS LONGAS, DURAS, VIOLENTAS. SAI-SE DA SALA LITERALMENTE ATURDIDO, ESGOTADO, SURDO. UM DIRECTO E DUAS OU TRÊS MÚSICAS DE VINTE MINUTOS...PARA ARREBENTAR PAREDES E APARELHOS AUDITIVOS...SENTEM ESSE EFEITO POR CADA ACTUAÇÃO?

A parte da construção dos temas sai muito naturalmente, basicamente nos ensaios criamos um riff e improvisamos a partir daí. Se gostarmos do resultado, tentamos arranjar forma de colocar esse trecho no alinhamento que já temos, mas sempre interligado, de forma a resultar num “set” contínuo, vendo o concerto até como apenas uma música.

 ONDE VÃO BUSCAR ESSE ENERGIA E TODA EXPLOSÃO SÓNICA? AS DROGAS TÊM DADO ALGUMA LUZ A ISTO TUDO?

Talvez.

DO STONER AO PSICADÉLICO, COMO É QUE VOCÊS SE GOSTAM MAIS DE DEFINIR?

Black Bombaim, heavy rock psicadélico instrumental de Barcelos.

E ESSA EXPERIÊNCIA DE DIVISÃO DE PALCO COM TANTO GRUPO EMBLEMÁTICO DO GÉNERO STONER, DA CORRENTE PSICADÉLICA, CASOS DE BRANT BJORK, RADIO MOSCOW, KARMA TO BURN OU WHITE HILLS, O QUE TEM SIGNIFICADO? EM ALGUMAS SITUAÇÕES, ATÉ PARECE HAVER ROUBO DE PROTAGONISMO?

Roubo de protagonismo parece um pouco exagerado, mas a verdade é que o público que não nos conhece fica admirado com os concertos que damos. Como tocamos com bandas do mesmo estilo musical, é sempre público que depois de nos ver, sempre que pode, acompanha-nos ao vivo a partir desse primeiro contacto.

DA CENA BARCELENSE AO TRIUNFO NACIONAL, PORTUGAL JÁ PARECE HOJE ESPAÇO CURTO PARA TAMANHA DESENVOLTURA. AS PORTAS NO ESTRANGEIRO TENDEM A ABRIR-SE?

Sim, apesar de Portugal ter um público crescente para o estilo que praticamos, sabemos que esse público é muito maior em determinados países. O objectivo é tentar também passar por esses palcos para uma maior rodagem e o contacto com pessoas diferentes, e dentro do movimento.

E ESPANHA...GALIZA...SEMPRE EM MENTE...O NOVO DISCO VAI CHEGAR LÁ. DEPOIS DE IDAS ANTERIORES, QUE RESPOSTA ESPERAM DO PÚBLICO GALEGO?

O público galego é público que se gosta de divertir e adoramos isso. Além de aderirem bem aos concertos, também gostam de apoiar a banda e comprar discos.

E MUITOS CONCERTOS DAQUI PARA A FRENTE...APRESENTAÇÕES DO DISCO EM PORTO E LISBOA...QUAL É O ESPÍRITO DA DIGRESSÃO?

O espírito é tentar rodar o maior número de palcos possíveis, mostrar a nossa música a pessoas que não a conheçam. Mas acima de tudo, passar bons momentos a fazer aquilo que mais gostamos.

NOTA: AUDIÇÃO DOS BLACK BOMBAIM RECOMENDADA EM WWW.MYSPACE.COM/BLACKBOMBAIM

14Mar/100

Born a Lion na Galiza

A espera foi longa mas o regresso faz-se em força com ataque duplo dos Born a Lion à Galiza. É a Audiência Zero a manter vivo quanto possível o intercâmbio cultural entre a Galiza e o Norte de Portugal. O trio da Marinha Grande vai actuar na Corunha e Santiago de Compostela já este mês, nos próximos dias 26 e 27. Antes actua em Coimbra, aquecendo motor para a viagem até a Espanha, particularmente à Galiza, que já era desejada pelo grupo há largo tempo. Com novo album na bagageira, o potente trio que une o blues a um rock de cariz mais pesado vai despedir-se de Portugal no Via Latina (Coimbra, no dia 25), seguindo para um concerto na Corunha (Bar Le Club, dia 26) com essa máquina de punk/hardcore chamada Samesugas. A gira encerra na cidade especial: em Santiago de Compostela, na Sala Moon, no dia 27, lado a lado com um grupo recém formado, a dois: Metralletas Lecheras.